quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
O metrô
Já mencionei que dei pra andar de metrô? Virou uma paixão avassaladora. Eu conto as horas para sair do trabalho e ir para a estação. Eu tenho lapsos de visões da minha pessoa segurando nos mastros do metrô. E nos dias que sou obrigada a pegar um onibusinho qualquer, meu coração se despedaça. Isso não pode ser normal.
Já já estarei lá, esperando ansiosamente o que vai passar na plataforma em que estou posicionada. Vários deles vêm e vão, nas duas direções. Fico olhando aquele relógio que diz as horas e sempre conto os minutos que passo esperando. Acho que ele passa com hora marcada, porque ninguém mais parece contar como eu. A espera varia de plataforma para plataforma, mas desconfio que algumas são muito mais bem servidas do que a minha.
Vejo as pessoas chegando. Continua me dando nervoso a aglomeração, assim como eu sentia no ônibus. Quanto mais sobre gente naquela escadaria, mas eu sinto palpitações. Tento adivinhar quem está ali pela primeira vez, como eu já estive. Vejo alguns risinhos nervosos solitários... "Esse aí nunca esteve aqui na vida", "Essa vai andar pela primeira vez", "Aquele ali tá se perguntando se está na plataforma certa"...
Devo ter um complexo de inferioridade muito grande pra me sentir superior por saber exatamente o que estou fazendo na estação. Esperando o metrô.
Ele chega. Fico imaginando se as pessoas sentem o que estou sentindo. Pra mim é um momento de grande comoção. Tudo bem, não vou arranjar lugar pra sentar, mas na minha cabeça metrô foi feito pras pessoas andarem em pé, mesmo. Além do quê, andar em pé no ônibus pode ser terrível, mas no metrô, é até cool, já que você não fica tentando se equilibrar 20 vezes por quilômetro rodado. Vou em pé e ninguém que está sentado pede para segurar minhas coisas. Não é problema comigo. Ninguém segura nada de ninguém. Em um ônibus eu ficaria puta com isso, mas acho que é política do metrô. "Tudo bem, a viagem é rápida", me consolo.
Chegou a minha estação. É a última antes da estação final. Saio naquele comboio, me sentindo ultramoderna, uma supermulher. Enfim passo pela catraca e chego da rua: "Oi. Eu venho de metrô. Trabalho mais e chego muito mais rápido em casa". Saio apressada, porque quem anda de metrô tem sempre mais pressa, e pego o outro ônibus.
Chego em casa feliz, poderosa e urbana. E conto pra todo mundo que vim de metrô, como se aquela experiência não fizesse diferença. Como se não fosse um caso de amor.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Auto-sabotagem
Eu navego tanto por esses mares e encontro sempre por aí coisas que não sou, mas gostaria de ser. E o que me falta, afinal?!
Eu bem conheço essa fase, mas agora está pior. "Quero cortar os pulsos, sumir, morrer". Como eu não quero de verdade fazer nada disso e só é uma maneira de expressar o problema hormonal que no momento me envolve, penso que eu poderia só facilitar as coisas para mim fazendo certas extravagâncias...
"Mas tá chovendo pra cacete..."
Eu me auto-saboto.
Eu bem conheço essa fase, mas agora está pior. "Quero cortar os pulsos, sumir, morrer". Como eu não quero de verdade fazer nada disso e só é uma maneira de expressar o problema hormonal que no momento me envolve, penso que eu poderia só facilitar as coisas para mim fazendo certas extravagâncias...
"Mas tá chovendo pra cacete..."
Eu me auto-saboto.
Assinar:
Comentários (Atom)